"IMPOSTOS SEM SACRIFICIOS"
Esta semana,em reunião ordinária do executivo felgueirense,foram aprovados os factores de aplicação de dois impostos,derrama e IMI,o PS Felgueiras tem uma posição perfeitamente definida e programática em relação a esta matéria que no decurso desta nota informativa teremos o cuidado de explicitar.
Num periodo dificil que a população portuguesa atravessa pelas vicissitudes inerentes á fraca prestação económica revelada pelos paupérrimos indices de crescimento da economia nacional, apresentados pelas diversas instâncias nacionais e internacionais,quer pelas dificuldades com que as empresas exportadoras têm tido na adaptação á nova realidade internacional e seus interlocutores em matéria de concorrência,acrescida do apelo ao sacrificio e contenção nos gastos que o governo português insiste em publicitar como única alternativa a um pais que se pretende na primeira linha do desenvolvimento e da competitividade europeia.
A este discurso por vezes a tocar o dramático temos,como contrapartida sucessivos dislates económico-financeiros perpetrados por autarquias e respectivos responsáveis que insistem em fazer ouvidos moucos aos sacrificios exigidos a uma maioria da população.A gravidade destes actos tem a singeleza de ser praticada com o erário público,ou seja com o dinheiro daqueles a quem no dia a dia são requisitados apertos e novos buracos do seu cinto.
As politicas levadas a cabo por muitas destas autarquias mais não são,que inconcebiveis actos de gestão danosa alicerçada em populismos indignos de sociedades que se querem modernas e informadas.Em democracia temos por infelicidade muitas vezes de conviver com atitudes e posturas contrárias aquilo que consideramos as vias mais adequadas para a pressecução dos projectos conducentes á melhoria de vida das populações que em nós se fizeram representar,no entanto no concelho onde vivemos essa dicotomia entre a confiança entregue ao executivo que nos governa e os actos praticados em favorecimento do colectivo são de uma gritante disfuncionalidade,já que após um ano de exercicio de funções mais não se notou do que um concelho "sempre em festa",como se essa fosse a panaceia para todas as nossas carências,dificuldades e necessidades.
Ao discurso da tanga,passámos ao discurso para consumo interno de bancarrota,retórico já que na prática só tem sentido essa dificuldade financeira,quem necessita apresentar obra ás suas populações ou seja os presidentes de junta,a utilização destes argumentos tão só serve para que o acto das transferências seja majorada como arma de arremesso politico nas negociações de diversa indole entre executivo e juntas,a negociata impera,o discernimento politico de análise e decisão vai-se afundando com as cedências executadas,dificilmente será possivel gerir em liberdade e democráticamente este relacionamente impróprio e contra-natura imposto pelo executivo em funções.
No plano económico,não será muito dificil assentirmos nas grandes dificuldades que a nossa indústria maioritáriamente ligada ao sector do calçado atravessa.As mesmas são tranversais a todos os sectores que assentam básica e substancialmente em niveis de mão de obra intensiva e barata,esta indústria tradicional que representa no nosso concelho entre 80 e 90% do emprego e respectiva criação de riqueza,encontra-se num beco de dificil saida já que o mesmo é no minimo labirintico,não temos o problema da produtividade já que o nosso principal óbice será a distribuição ,colocação das nossas mercadorias,sendo a nossa principal dificuldade a falta de competitividade em relação aos monstros actuais e emergentes nestas áreas de actividade como a China ,a India e em segundo plano os diversos paises do ex bloco de leste.A falta de uma estratégia bem definida de sedimentação e ancoragem dos nossos produtos com base na imagem de marca ,levou a que após várias décadsa de sucesso empresarial ,muitas destas fábricas se encontrem hoje em situação extrema de dependência visceral dos grandes clientes e marcas internacionais que essencialmente buscam preço .
Acrescendo a todos os desassossegos com que as empresas concelhias convivem na sua rotineira laboração ainda temos todas as carências de um concelho que não se soube modernizar,contribuindo com as infraestruturas minimas necessárias ao bom desenrolar da actividade empresarial,o poder reinvidicativo junto das instâncias de poder é no minimo de uma grande fragilidade para não dizer que nem sequer existe,a redoma a que se submeteu durante muito tempo este poder executivo,levou a um desconhecimento total do tecido empresarial de Felgueiras,as medidas quanto ao desenvolvimento industrial e captação de diferenciadas áreas de actividade de forma a combater a monoindustria são de tipo avulso,marginal e sem qualquer resultado visivel.Este é o único concelho que embora representativode mais de 555 das exportações nacionais de calçado ,nunca teve um apolitica planificada e ajustada á sua realidade empresarial,somos os únicos que não temos um plano de ordenamento industrial,embora muito dinheiro já tenha sido desbaratado nesta matéria ,não temos uma zona industrial de excelência assim comonunca tivemos e continuamos a não ter vias de acesso compativeis com o movimento logistico das nossas mercadorias,estas responsabilidades só podem ser imputadas aqueles que detêm o poder e nunca tiveram uma visão global e interessada sobre o que representa qualidade de vida e desenvolvimento em sustentabilidade.
Aqui entroncamos os impostos levados a discussão ,apreciação e votação na última reunião de câmara,quer num quer noutro seria de bom tom se este executivo manifestá-se a intenção de dar um sinal para o exterior,da cautela,bom senso e atenção que está a dar ao conturbado periodo que atravessamos,no caso especifico da derrama e tendo em conta tratar-se de um imposto especial que recai sobre o lucro das empresas e do qual tem de se justificar a utilização á luz da lei,este executivo nunca puderia apresentar o valor máximo para colecta já que sobrecarrega os seus empresários que ainda apresentam lucro e isso sim dá um claro sinal de saqueador ávido não se importando com aqueles que contribuem com o seu esforço para a manutenção dos postos de trabalho num concelho cujo desemprego tem subido em espiral,este autismo terá seguramente um preço a pagar,cremos que demasiado elevado no futuro,no entanto sentimos ser da nossa responsabilidade o alerta que deixamos aos nossos autarcas e á população em geral em relação a matérias que nos dizem respeito a todos.
Francisco Almeida
vice -presidente conelhia PS
Num periodo dificil que a população portuguesa atravessa pelas vicissitudes inerentes á fraca prestação económica revelada pelos paupérrimos indices de crescimento da economia nacional, apresentados pelas diversas instâncias nacionais e internacionais,quer pelas dificuldades com que as empresas exportadoras têm tido na adaptação á nova realidade internacional e seus interlocutores em matéria de concorrência,acrescida do apelo ao sacrificio e contenção nos gastos que o governo português insiste em publicitar como única alternativa a um pais que se pretende na primeira linha do desenvolvimento e da competitividade europeia.
A este discurso por vezes a tocar o dramático temos,como contrapartida sucessivos dislates económico-financeiros perpetrados por autarquias e respectivos responsáveis que insistem em fazer ouvidos moucos aos sacrificios exigidos a uma maioria da população.A gravidade destes actos tem a singeleza de ser praticada com o erário público,ou seja com o dinheiro daqueles a quem no dia a dia são requisitados apertos e novos buracos do seu cinto.
As politicas levadas a cabo por muitas destas autarquias mais não são,que inconcebiveis actos de gestão danosa alicerçada em populismos indignos de sociedades que se querem modernas e informadas.Em democracia temos por infelicidade muitas vezes de conviver com atitudes e posturas contrárias aquilo que consideramos as vias mais adequadas para a pressecução dos projectos conducentes á melhoria de vida das populações que em nós se fizeram representar,no entanto no concelho onde vivemos essa dicotomia entre a confiança entregue ao executivo que nos governa e os actos praticados em favorecimento do colectivo são de uma gritante disfuncionalidade,já que após um ano de exercicio de funções mais não se notou do que um concelho "sempre em festa",como se essa fosse a panaceia para todas as nossas carências,dificuldades e necessidades.
Ao discurso da tanga,passámos ao discurso para consumo interno de bancarrota,retórico já que na prática só tem sentido essa dificuldade financeira,quem necessita apresentar obra ás suas populações ou seja os presidentes de junta,a utilização destes argumentos tão só serve para que o acto das transferências seja majorada como arma de arremesso politico nas negociações de diversa indole entre executivo e juntas,a negociata impera,o discernimento politico de análise e decisão vai-se afundando com as cedências executadas,dificilmente será possivel gerir em liberdade e democráticamente este relacionamente impróprio e contra-natura imposto pelo executivo em funções.
No plano económico,não será muito dificil assentirmos nas grandes dificuldades que a nossa indústria maioritáriamente ligada ao sector do calçado atravessa.As mesmas são tranversais a todos os sectores que assentam básica e substancialmente em niveis de mão de obra intensiva e barata,esta indústria tradicional que representa no nosso concelho entre 80 e 90% do emprego e respectiva criação de riqueza,encontra-se num beco de dificil saida já que o mesmo é no minimo labirintico,não temos o problema da produtividade já que o nosso principal óbice será a distribuição ,colocação das nossas mercadorias,sendo a nossa principal dificuldade a falta de competitividade em relação aos monstros actuais e emergentes nestas áreas de actividade como a China ,a India e em segundo plano os diversos paises do ex bloco de leste.A falta de uma estratégia bem definida de sedimentação e ancoragem dos nossos produtos com base na imagem de marca ,levou a que após várias décadsa de sucesso empresarial ,muitas destas fábricas se encontrem hoje em situação extrema de dependência visceral dos grandes clientes e marcas internacionais que essencialmente buscam preço .
Acrescendo a todos os desassossegos com que as empresas concelhias convivem na sua rotineira laboração ainda temos todas as carências de um concelho que não se soube modernizar,contribuindo com as infraestruturas minimas necessárias ao bom desenrolar da actividade empresarial,o poder reinvidicativo junto das instâncias de poder é no minimo de uma grande fragilidade para não dizer que nem sequer existe,a redoma a que se submeteu durante muito tempo este poder executivo,levou a um desconhecimento total do tecido empresarial de Felgueiras,as medidas quanto ao desenvolvimento industrial e captação de diferenciadas áreas de actividade de forma a combater a monoindustria são de tipo avulso,marginal e sem qualquer resultado visivel.Este é o único concelho que embora representativode mais de 555 das exportações nacionais de calçado ,nunca teve um apolitica planificada e ajustada á sua realidade empresarial,somos os únicos que não temos um plano de ordenamento industrial,embora muito dinheiro já tenha sido desbaratado nesta matéria ,não temos uma zona industrial de excelência assim comonunca tivemos e continuamos a não ter vias de acesso compativeis com o movimento logistico das nossas mercadorias,estas responsabilidades só podem ser imputadas aqueles que detêm o poder e nunca tiveram uma visão global e interessada sobre o que representa qualidade de vida e desenvolvimento em sustentabilidade.
Aqui entroncamos os impostos levados a discussão ,apreciação e votação na última reunião de câmara,quer num quer noutro seria de bom tom se este executivo manifestá-se a intenção de dar um sinal para o exterior,da cautela,bom senso e atenção que está a dar ao conturbado periodo que atravessamos,no caso especifico da derrama e tendo em conta tratar-se de um imposto especial que recai sobre o lucro das empresas e do qual tem de se justificar a utilização á luz da lei,este executivo nunca puderia apresentar o valor máximo para colecta já que sobrecarrega os seus empresários que ainda apresentam lucro e isso sim dá um claro sinal de saqueador ávido não se importando com aqueles que contribuem com o seu esforço para a manutenção dos postos de trabalho num concelho cujo desemprego tem subido em espiral,este autismo terá seguramente um preço a pagar,cremos que demasiado elevado no futuro,no entanto sentimos ser da nossa responsabilidade o alerta que deixamos aos nossos autarcas e á população em geral em relação a matérias que nos dizem respeito a todos.
Francisco Almeida
vice -presidente conelhia PS


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